Nesta segunda-feira (20) o papa Francisco, líder da Igreja Católica, falou sobre o “ressurgimento bárbaro” do antissemitismo em todo o mundo e vinculou o fenômeno ao populismo.

“[O aumento do egoísmo e da indiferença no mundo] cria um terreno fértil para as formas de partidarismo e populismo que vemos ao nosso redor, onde o ódio brota rapidamente e é disseminado”, disse o papa.

A fala do pontífice se deu durante reunião com uma delegação do Centro Simon Wiesenthal, organização de direitos humanos que luta contra a intolerância aos judeus.

Francisco lembrou que na próxima semana o mundo lembra o 75º aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz, quando servirá de lembrete contra a indiferença.

Ele também afirmou que lembrar o Holocausto dos judeus é vital para garantir que atrocidades semelhantes não ocorram novamente, lembrando que o antissemitismo “não é nem humano, nem cristão”.

“Se perdermos nossa memória, destruiremos nosso futuro.

Que o aniversário da crueldade indescritível que a humanidade descobriu há 75 anos sirva como uma convocação para fazer uma pausa, ficar quieto e lembrar”, disse ele.